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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

É a Economia, estúpido!

DR

 

 

 

Bom dia, Visitantes

 

 

Na minha Escola Secundária, foi-me ministrada a seguinte definição: "Economia é a ciência que estuda a satisfação das necessidades".

 

Estávamos em 1977. Os tempos eram outros. Os ditos "neoliberais" da economia ainda não tinham saído das tocas onde se acoitavam.

 

Margaret Thatcher e Ronald Reagan, ao serem eleitos, soltaram-lhes as amarras.

 

Agora, passados estes anos e depois de biliões e biliões de dólares de especulação bolsista, os "grandalhões" decidiram tirar dinheiro ao mercado, provocando a baixa dos títulos e mostrando-se indiferentes às consequências: falências, quebra de confiança, desemprego.

 

Ora bem.

 

Provocando-se falências, lançam-se pessoas no desemprego. Estas (muitas vezes a braços com encargos a longo prazo anteriormente assumidos) ficam com as perspectivas mais limitadas, e vêem-se obrigadas a consumir menos.

 

Consumindo menos, há menor escoamento de produtos.

 

Havendo menor escoamento de produtos, os comerciantes retraem-se na aquisição dos mesmos aos produtores.

 

Havendo essa retracção, os produtores produzem menos.

 

Não tendo necessidade de produzir tanto, fecham locais de produção, lançando mais pessoas no desemprego.

 

O Estado, através das contribuições daqueles que ainda conseguem ter rendimentos certos, vai sustentando a situação...

 

No entanto, o dinheiro tirado ao mercado fica em algum lugar, não é?...

 

Pergunto: de que adianta tirar dinheiro da rua e poder de compra às pessoas, se isso acaba por afectar sempre os circuitos comerciais?...

 

Pergunto: de que adianta as companhias diminuirem os chamados "custos de produção", nomeadamente através de cortes de despesas com pessoal, lançando pessoas para o desemprego, se, com a consequente retracção destas últimas, deixa de haver tanta possibilidade de escoamento da produção?

 

Pergunto: de que adianta induzirem as pessoas ao consumo em massa, quando depois lhes tiram a possibilidade de poderem adquirir os produtos que tão convincentemente publicitam?...

 

Pergunto: de que adianta isto tudo, se não existem incentivos à produtividade RACIONAL - pois não é através de mais horas mas sim de melhor aproveitamento dos actuais períodos de trabalho que se consegue algo... ?

 

Pergunto: será que querem que as pessoas voltem a ter o mesmo nível de vida da idade Média?

 

(E já não falo na extrema miséria em que vivem africanos e asiáticos...)

 

E agora, senhores "neoliberais", estão satisfeitos com a m******rda que arranjaram?...

 

Os ilustres, pensadores, filósofos e quejandos da Economia que desculpem a "ignorância do macaco", mas eu estou numa das pontas da cadeia: eu sou um mero indivíduo que tem um rendimento certo (felizardo!, dirão vocês), com uma vida simples, que não se deixa influenciar pela avalanche de consumismo que tomou conta dos nossos mercados, nem nunca enterrou um tostão / cêntimo em especulações bolsistas...

 

...Mas que está atento à realidade... e não gosta do que está à vista (e muito menos do que se faz na penumbra...).

 

Estes, por serem simples e lineares, podem ser uns pensamentos demasiado primários para os ilustres que estão habituados a lidar com matérias complexas (ou, porque não dizê-lo?, a complicar aquilo que é simples...). Mas acabam por ser consequência de uma observação da actual realidade - que, infelizmente, se tem revelado cíclica.

 

Tenham um bom dia

 

 

Visitante

 

 

Sinto-me: ... armado em analista...
Música: "Money Money Money" (Abba)
Publicado por Visitante às 08:21
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4 comentários:
De D. a 8 de Outubro de 2008 às 12:26
Caro amigo,
o seu post é de leitura acessível a qualquer um e reflecte bem a realidade.
Todos acabamos por sofrer, embora haja pessoas ,que enquanto não chega a eles , estão-se nas tintas para os outros e são de uma indiferença e egoísmo atroz.
Só que se esquecem , como diz e muito bem, que isto é como uma bola de neve que qd começa arrasta tudo e todos consigo.
Dá que pensar...
Um abraço.
Fique bem.
Dóris.
De Visitante a 8 de Outubro de 2008 às 20:17
Pois...

E não há nada que possamos fazer...

A não ser esperar por dias melhores...

Enfim...

Beijinho, Doris
Visitante
De Catarina Portela a 8 de Outubro de 2008 às 15:13
O País está irremediavelmente em crise. Podiam dar oportunidade a qualquer governo para liderar o País neste momento que nenhum safava. Aliás o País está como está, devido aos anteriores Governos. Eles levaram décadas para destruir um país, seram necessárias décadas para o recompor.

Todos estamos afectados. uns mais que outros.
No meu caso, a vida está a ficar mais apertada( todos estamos a ficar apertados!) pois a empresa onde a minha Mãe trabaha está prestes a abrir falencia. E o meu ordenado (pouco mais que o salário minimo acrescido de gastos como deslocação, alimentação... ... ...) terá que alimentar 3 pessoas, 1 dos quais a estudar.

Miséria de vida...
De Visitante a 8 de Outubro de 2008 às 20:26
É mesmo, Personagem

E neste momento, "para ajudar à festa", as famílias portuguesas encontram-se sobreendividadas...

Pois... a publicidade enganosa deu no que deu...

Beijinho
Visitaqnte

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