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Domingo, 26 de Setembro de 2010

Memórias de um Músico de Baile - Uma História na Serra (Concelho de Tomar)

 

 

 

DR

 

 

 

Tarde de Verão, arraial ao ar livre.

 

A banda chegou ao recinto. O material foi retirado da carrinha e transportado para o palco, através de um escadote de madeira que nem grampos tinha para ser preso ao palco.

 

A montagem correu impecavelmente, as ligações também.

 

Iria ser uma noite sem grandes histórias.

 

Ah! E teríamos a presença de uma jovem esperança da música portuguesa, que hoje é já uma certeza, embora os trabalhos dela sejam pouco passados nas nossas rádios.

 

(Num à-parte e a propósito,  permito-me criticar vivamente as opções das nossas Rádios quando escolhem uma qualquer Kylie Minogue a cantar "na na na na na na" em detrimento de cantores portugueses absolutamente capazes "do mesmo"...

 

Pois..., mas assim e a esses a nossa imprensa chama-lhes "Pimbas"...).

 

Iria ser uma noite sem grandes histórias, escrevia eu...

  

Enquanto nos afadigávamos a montar o material, decorria um leilão de fogaças.

 

Esse leilão estava a ser difundido através de altifalantes em forma de "cornetas" - que, normalmente, são colocados em postes altos, de modo a que a aldeia inteira "sofra a bom sofrer" com a sua duvidosa qualidade sonora...

 

Assim, os músicos iam acompanhando a par e passo os valores a que eram arrematadas as fogaças.

  

Uma delas chegou a atingir ... segurem-se bem!... 650.000$00 (actualmente 3.250,00 €).

 

Ora bem, na terra em que uma fogaça foi arrematada por 650 contos, o escadote de madeira que servia para os músicos acederem ao palco estava num estado lastimoso.

 

... a tal ponto que um dos músicos, aquele de um 1,80 de altura e mais de 100 kg de peso (adivinhem quem... ), num dos seus "vaivens-escada-acima-escada-abaixo", quando estava a descer do palco pelo escadote, sentiu como que o chão fugir-lhe debaixo dos pés.

 

Só teve tempo de dar um salto... mas, devido ao suor, os óculos de 38.000$00 que usava nessa época escaparam-se-lhe da cara enquanto ele fazia um pequeno "vôo picado" na direcção do saibro...

 

... e o pior é que os óculos aterraram primeiro do que o "corpo voador"... e serviram de "aeroporto" ao corpulento músico cadente, ficando partidos no sítio chamado "ponte"...

 

Depois de uma sonora e colorida verborreia, o músico lá conseguiu colar a "ponte" dos óculos, e assim assegurar uma boa visão para o espectáculo dessa noite, na Serra (Concelho de Tomar), onde sobejava dinheiro para arrematar uma fogaça mas faltava para um escadote de jeito...

 

 

 

Visitante

 

 

Sinto-me:
Música: "Upstairs Downstairs"
Publicado por Visitante às 20:35
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