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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

O Velho Bombeiro (conto)

DR

 

O velho bombeiro permanecia no seu local de plantão, no quartel momentaneamente vazio, enquanto todo o Corpo de Bombeiros estava ausente num incêndio para o qual deslocaram todo o material disponível.

 

Enquanto lia o seu jornal, a sua mente vogava por outras paragens e outros tempos.

 

Tempos em que, na plena posse das suas faculdades, enfrentava o fogo com toda a valentia, e dominando as chamas a jactos de água e regressando ao seu quartel com a cara mascarrada mas sorridente de orgulho.

 

Tempos em que conduzia os auto-tanques a velocidades alucinantes pelas ruas da cidade, fazendo ulular uma angustiante sirene.

 

Hoje, com cicatrizes marcadas a fogo no seu peito, via outros bombeiros acorrer com pundunor, mas muito melhor equipados, às mesmas chamas que ele em tempos apagava com os meios rudimentares de que então dispunha.

 

Outros tempos, pensava...

 

De repente...

 

O pressentimento... um sexto sentido que, inconscientemente, o levou a levantar-se daquela secretária e assomar à porta do quartel.

 

Havia um incêndio na vizinhança. Um incêndio localizado, é certo, mas que destruiria tudo em pouco tempo se ninguém lhe deitasse a mão.

 

Olhou para dentro do quartel. Não havia meios disponíveis, a não ser uma velha carripana auto-tanque que ele gostava de manter limpa e funcional, não só pelo valor sentimental que para ele representava mas também porque lhe permitia matar algum tempo sem se entediar.

 

Encheu o tanque de água, vestiu um fato anti-fogo e acorreu ao incêndio.

 

De repente, sentiu-se outro... A pé firme, o nosso homem manteve a mangueira apontada à base das chamas sem que um só músculo vacilasse.

 

Sentiu de novo aquela adrenalina própria dos momentos de risco. Os seus olhos brilharam de excitação. O seu peito arfava de gozo por enfrentar o perigo.

  

E o sorriso ... aquele sorriso de vitória, primeiro, e orgulho, depois, assomou à sua cara enrugada mas de feições firmes.

 

Dominadas as chamas e feitos os trabalhos de rescaldo, tornou de regresso ao quartel ainda vazio, onde entrou com o mesmo sorriso que antigamente iluminava a sua cara.

 

Arrumou a velha carripana no seu canto escuro... e deu uma pequena palmada no "capot", como se acariciasse um nobre cavalo.

 

Surpreendido, ouviu dois ou três ligeiros estalidos no motor.,, como se a velha carripana agradecesse ter voltado à actividade, nem que fosse por poucas horas...

 

Com o seu sorriso de orgulho de orelha a orelha, o velho bombeiro retornou à sua secretária e continuou a ler o seu jornal.

 

Estava vivo. E tinha cumprido o seu dever, uma vez mais.

 

 

 

 

 

Visitante

 

 

 

 

 

Sinto-me:
Música: "Fogo e Paixão" (Wando)
tags: ,
Publicado por Visitante às 17:51
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6 comentários:
De Gaivota a 24 de Maio de 2007 às 21:23
Deixas de ser o homem dos sete instrumentos e passas a 9,10,11.sei lá...
surpreendes-me!
Parabéns
Um beijo
Gaivota
De Visitante a 25 de Maio de 2007 às 00:35
Olá Gaivota

Pois... sou um pluri-instrumentista ...

Obrigado.

Beijinho
Visitante
De Gil a 25 de Maio de 2007 às 00:00
Ei Vizinho!!! Para quando um livrinho?
Confesso que não conhecia esta vertente...
Fiquei surpreendido e contente, confesso.
Parabens.
Um abraço
Gil
De Visitante a 25 de Maio de 2007 às 00:39
Olá, Vizinho

Eh pá... acho que o frequente contacto com tanta gente das Artes e das Letras tinha de "fazer alguma mossa" rsss.

Mas não, não sou nem quero ser escritor... embora esteja a gostar cada vez mais de fazer estes pequenos "rascunhos"...

Quanto à sugestão do livrinho... DEVOLVO-TA... rsss... quando é que tratas do teu? ...

Um abração
Visitante
De SomeoneSomewhere a 30 de Maio de 2007 às 18:28
Ainda bem que ainda existem velhos bombeiros.....
beijo
someone
De Visitante a 31 de Maio de 2007 às 08:18
Olá, Someone

É com o maior prazer que te "adopto" no círculo de "fiéis leitores" do meu blog.

Beijinho
Visitante

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