De visita, visitado, visitando...

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Que Horas São?

Quem vem lá???

online

Posts recentes

De regresso...

Seguidinhas...

Andando pela "Montanha Ru...

Uma ida à Motorclassico 2...

Uma ida à Motorclassico 2...

E o Guga?...

Uma ida à Motorclassico 2...

Uma ida à Motorclassico 2...

Voltando a pôr a escrita ...

Voltando a pôr a escrita ...

Quantos São?!?!? Quantos São?!?!

free html counters
Dell Coupons

 

 

 

Outras Visitas

tags

todas as tags

Arquivos

subscrever feeds

Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Há vinte anos...

DR

 

 

 

Olá, Visitantes

 

 

Hoje é dia de recordar uma pequena odisseia de há vinte anos atrás.

  

(Gostaria de o ter feito no passado dia 5, mas não me foi possível... Mas pronto!, mais vale tarde do que nunca, não é?...)

 

Estávamos em 1988.

 

Tive de me deslocar ao Tribunal de Chaves, em conjunto com o Advogado da SPA, onde eu e ele comparecemos no dia 5 de Fevereiro desse ano, por causa de um processo judicial contra um "pirata" fonográfico.

 

Como, na altura, eu ainda não tinha carta de conduçâo e o advogado da SPA não era muito amigo de conduzir em longas viagens, combinámos em tomar o autocarro expresso que ligava o Porto a Chaves, regressando no dia seguinte após a sessão de julgamento.

 

E assim fizemos.

 

Ao fim do dia 4 de Fevereiro e armados de maciças doses de paciência, lá fomos nós de autocarro, pachorrentamente percorrendo as "voltinhas do Marão" (sim, porque naquele tempo as auto-estradas ainda eram uma miragem!).

 

Para tornar a viagem ainda mais enfadonha, toda ela foi feita de noite. Como tal, nem uma paisagem tínhamos para olhar...

 

Chegados a Chaves, lá arranjámos um sítio para comer qualquer coisa e fomos para o Hotel.

 

No dia seguinte, pelas 10:00, após o sacramental momento em que o oficial de diligências do Tribunal nos "chamou nomes" e depois de uma larga espera, fomos notificados do ... adiamento.

 

Como ambos já estávamos "calejados", encolhemos os ombros ... e fomos ver a que horas partiria o próximo autocarro para o Porto.

 

... Seria às ... 18:00, com chegada ao Porto cerca das 22:00.

 

Desolados, começámos a deitar contas à vida, pois, por muitas belezas que Chaves tenha (e tem!), a ideia de ficarmos ali um dia inteiro não era muito atractiva.

 

Então, dirigimo-nos à estação ferroviária. Consultámos o horário e vimos que o próximo comboio partiria cerca das 14:00, chegando à Régua cerca das 18:00, com ligação ao comboio da linha do Douro poucos minutos depois... e chegada ao Porto cerca das 22:00.

 

Discutimos um pouco as duas situações. E poucas dúvidas tivemos em optar pelo comboio.

 

Cerca das 14:00, o comboio partiu de Chaves.

 

E ali começou uma viagem irrepetível.

 

O comboio tinha uma composição semelhante à fotografia que pus no topo deste "post": uma locomotiva diesel, um vagão de carga, uma carruagem de passageiros e um vagão de correio.

  

A carruagem era igual à que podemos ver na segunda foto. Os luxuosos assentos eram da mais fina e resistente ... madeira. O aquecimento era eficaz... ou não fosse ele  proveniente de uma utilíssima fornalha situada no exterior da carruagem (aliás, ela está visível na foto: é aquela espécie de caixa cinzenta situada por baixo do varandim)... para mais, relembro, estávamos em Fevereiro...

 

Em cada estação, assistíamos divertidos a uma correria desenfreada do revisor entre o comboio e a bilheteira para... vender bilhetes, despachar embrulhos, dar sinal de partida... enfim, o homem era revisor, factor, chefe de estação... RSS

 

A  paisagem, essa... pura e simplesmente maravilhosa. Têm uma pequena amostra nas fotografias, de Ricardo Grilo e António Amorim, que pus em rodapé.

 

A linha do comboio acompanhava o rio Corgo entre encostas e escarpas. Numa certa estação (não me lembro qual), após uma longa curva de 180 graus, pudemos ver locais da linha onde tínhamos passado momentos antes.

 

Numa dessas encostas, podíamos ver a próxima estação "já ali"... mas onde só chegaríamos após mais alguns quilómetros de "voltinhas".

 

É isso mesmo: havia zonas em que o percurso do comboio era autenticamente a "versão ferroviária" das "voltinhas do Marão": parecia que nunca saíamos do mesmo sítio.

 

Após quatro horas de viagem, chegámos à Régua, sorridentes e divertidos.

 

Como eu escrevi mais acima, a viagem foi - e é - irrepetível.

 

Com efeito, o troço da Linha do Corgo entre Chaves e Vila Real foi encerrado em 1989.

 

Hoje, vemos vários segmentos totalmente abandonados. Valeu, pelo menos, a recuperação de alguns edifícios, como o da estação de Vidago.

 

Passados vinte anos, afirmo-vos:

 

Aquela viagem é das tais coisas que se fazem apenas para que possamos dizer: "eu fiz isto, uma vez na vida!"

 

 

Visitante

 

  

Ricardo Grilo

 António Amorim

Sinto-me:
Música: "Last Train Home" (Pat Metheny)
Publicado por Visitante às 10:54
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
2 comentários:
De blogando-me1 a 7 de Fevereiro de 2008 às 16:59
Pois é caro amigo, por Chaves e não disse nada????
Que saudades que eu tenho desse tempo. A escola onde eu andava na altura ficava mesmo ao lado dos caminhos de ferro. Era uma alegria cada vez que passava o comboio. Ou então ficar na ponte a espera que ele passasse para levarmos com aquele fumo todo. Obrigado por me ter trazido estas lembranças. Mas fica desde já o convite feito para vir visitar a antiga estação dos comboios. Totalmente diferente, totalmente remodelada.
Bjs fofos
De Visitante a 8 de Fevereiro de 2008 às 08:57
Olá Blogando-me

Convite aceite!

Quando for a Chaves, terei de a revisitar toda, pois já não passo por lá há quase 10 anos.

Beijinho
Visitante

Comentar post

GENESIS - FADING LIGHTS