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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Noite de Luar (conto)

noite.jpg

DR

 

 

Pouco passava da meia noite quando engrenou a primeira velocidade e arrancou ligeiro.

 

Como esperava a um natural fluxo de tráfego nos primeiros quilómetros, optou por uma condução tranquila.

 

Pouco a pouco o trânsito começou a escassear.

 

Tinham decorrido trinta minutos desde que saíra do seu ponto de partida.

 

O seu olhar dividia-se entre o leito do asfalto e a paisagem circundante, que já conhecia de cor, mas que nunca se cansava de ver.

 

De repente, notou algo de pouco habitual para aquelas horas.

 

Uma luminosidade pálida banhava a paisagem, imprimindo-lhe contornos ora definidos ora fantasmagóricos.

 

Aí estava a "Luz de Prata fugidia"...

 

A Lua Cheia vingava-se assim do eclipse que lhe fôra infligido na noite anterior.

 

A recordação da "Luz de Prata Fugidia" tomou conta do seu espírito...

  

Não pôde deixar de sorrir para si próprio, ao mesmo tempo que fincava as mãos no volante e pressionava o acelerador.

 

A vertigem da velocidade fê-lo rir, as suas gargalhadas ecoando dentro do habitáculo como se reverberassem nos claustros de uma igreja.

 

O automóvel galgava vertiginosamente os quilómetros que o separavam do seu destino, em alta rotação.

 

Quando, extenuado e excitado, estacionou o carro à porta de sua casa, retirou a bagagem e olhou para o céu.

 

O firmamento fora encoberto por nuvens de chuva.

 

A "Luz de Prata fugidia" fôra substituída pela luz "amarelo-mortalha" dos candeeiros de iluminação pública da cidade.

 

Encolheu os ombros, abanou a cabeça sorrindo, e preparou-se para dormir umas horas.

 

Fôra, afinal, apenas mais uma noite de viagem.

 

 

Visitante

Sinto-me:
Música: "Blue Moon"
tags: , , ,
Publicado por Visitante às 13:27
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1 comentário:
De carmemzita a 23 de Fevereiro de 2008 às 22:51
Que bom meu amigo!
Afinal também és um contador de histórias.
Com toda essa imaginação dentro de ti, as tuas viagens perdem a monotonia, e são sempre grandes aventuras.
Li o teu barco ao abandono...talvez lhe faça um poema...qualquer dia verás, o requiem na Ria...que faz disputa a el-Rei Dom Fernando...
Beijos prateados
CarmenZita

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