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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Pedro Bandeira Freire

 

DR - http://jpn.icicom.up.pt/

 

 

 

Talvez a face e o nome não vos digam grande coisa.

 

Mas vejamos o que se segue:

 

 

a) O  Cinema "Quarteto":

 

[Cinema+Quarteto] 

DR

 

 

b) A letra de uma das canções mais populares - e, para mim, das mais belas - do cantor Paco Bandeira: 

 

 

Minha 5ª Sinfonia


Quando me lembro quem eras,

Desse corpo que foi nosso,

Desse amor que não deu certo.


Era o tempo das quimeras,

Das palavras em silêncio,

Quando mais longe era perto.


Tinhas nos olhos a esperança,

Os desejos de aventura,

As ilusões que eram minhas.


Nos momentos de ternura,

Tinhas nos seios a graça,

Das primaveras que tinhas.


E foste a música que em mim ficou,

Quando a distância nos fez separar,

Ando louco para te encontrar.


Foste a “5ª Sinfonia”,

Fuga da nossa verdade,

Sonata tocada em mi.


Foste o meu sol afinado,

Neste samba de saudade,

Vinicius, Nara e Jobim.


Foste verso de balada,

Foste pintura abstracta,

Meu “Bolero de Ravel”.


Foste música sonhada,

Numa canção de “Sinatra”,

Com um poema de “Brel”


E foste a música que em mim ficou,

Quando a distância nos fez separar,

Ando morto para te encontrar.


Foste estrela de cinema,

Minha “Dama de Xangai”,

“Hiroshima meu amor”.


A minha “Grande ilusão”,

Eras “Fúria de viver”,

“Quanto mais quente melhor”.


“Grande amor da minha vida”,

“Senso, silêncio, paixão”

“Buñuel”, “Fellini”, “Truffaut”.


Foste “Luzes da ribalta”,

“Música no coração”,

“E tudo o vento levou”


E és ainda o que me faz sentir,

Dentro da vida p’ra te cantar,

Ando louco para te encontrar

... Para te encontrar ...

 

 

 

c) ... e a letra de outra canção igualmente bastante conhecida do cantor Paco Bandeira: 

 

 

TERNURA DOS 40

 

 

 

Quando penso o que passei,

Fronteiras de solidão,

Tinha para dar e não dei,

Olhei para mim e pensei,

Não tenho nada na mão.

 

Tive o tempo e não senti,

Tive amores e não amei,

Os amigos que perdi,

E as loucuras que vivi,

São tantas que já não sei.


Quem eu era?

Quem sou e quem pareço?

Se alguém hoje me espera,

Com certeza que mereço.


Mereço ainda,

Amor a tua presença,

Para enfrentar a vida

Com a ternura dos Quarenta.

 

Foram tantas as idades

Da vida que atrás deixei,

Não quero sentir saudades,

Vou em outras amizades,

Amar o que não amei.

 

Os copos que não bebi,

Os discos que não toquei,

Os poemas que não li,

Os filmes que nunca vi,

As canções que não cantei.

 

Meus amigos,

Importante é o sorriso,

Para seguir viagem,

Com a coragem, que é preciso.

 

Não adianta,

Deitar contas à vida,

A ternura dos quarenta

Não tem conta nem medida

 

Três obras - um cinema e duas letras -... entre muitas coisas mais.

 

Um nome: PEDRO BANDEIRA FREIRE.

 

Faleceu hoje.

 

Até um dia destes, Pedro. Descanse em paz.

 

 

Visitante

Sinto-me:
Música: "Minha Quinta Sinfonia"
Publicado por Visitante às 16:24
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3 comentários:
De blogando-me1 a 18 de Abril de 2008 às 23:03
Tudo de bem que pudermos fazer, toda a ternura que pudermos dar a um ser humano, que o façamos agora, neste momento, porque não passaremos 2 vezes pelo mesmo caminho.
Votos de um bom fim de semana.
Bjs fofos
De Carla a 19 de Abril de 2008 às 02:03
Pedro Bandeira Freire
Poucos sabem...quem seria?...Tanto se pode falar deste grande homem...talvez o homem do cinema português"...a nivel internacional... e poucos sabem...
De M.Luísa Adães a 19 de Abril de 2008 às 12:37
Pedro Bandeira Freire

Associo a minha saudade à sua;

Realidade

Os Anos passam

A Vida afasta-nos

E nós deixamos
Que isso aconteça,

Aceitamos ...

É essa a nossa Culpa! ...


E nos lembramos,
Quando alguém parte
Que não vivemos
Como nos pedem,
Para viver!

Que Deus o possa acompanhar!

Maria Luísa

























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