De visita, visitado, visitando...

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Posts recentes

De regresso...

Seguidinhas...

Andando pela "Montanha Ru...

Uma ida à Motorclassico 2...

Uma ida à Motorclassico 2...

E o Guga?...

Uma ida à Motorclassico 2...

Uma ida à Motorclassico 2...

Voltando a pôr a escrita ...

Voltando a pôr a escrita ...

Outras Visitas

tags

todas as tags

Arquivos

subscrever feeds

Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Horizonte (Trilogia)

 

H.M.

  

HORIZONTE

 
Passando o portaló do barco
Sinto subitamente o balançar
Deixei de ter firmeza sob os meus pés
Enquanto o vento     subitamente polar
Sopra na minha cara sem descanso 
Devagar percorro o convés
 
Solto as amarras do cais
Giro a chave e ligo a ignição
Deste barco ora Paquete de Luxo
Ora modesto arrastão.
 
Faço-me ao largo
Traço o rumo que me afasta da costa
Direito à linha do horizonte
Ao desconhecido
Na boca o gosto amargo
De uma paixão sem resposta
De uma água sem fonte
De um pão endurecido
 
Seguro o leme nas mãos
Tomo o rumo do sol poente
Numa lenta perseguição
A um sonho diferente

 

 


 

  

D.R

 

 

HORIZONTE 2
 
 
Seguro o leme nas mãos
Tomo o rumo do sol poente
Numa lenta perseguição
A um sonho diferente
 
De repente a tempestade
Surge
O vento de norte
Ruge
A chuva desaba sobre mim
As ondas movem-se alterosas
O barco trepa-as
Com hélices poderosas
Desce às cavas
Com velocidade vertiginosa
 
Procuro manter o rumo
Mas agora não consigo
A bússula perdeu o seu aprumo
Sofro do mar
o castigo
Até parar...
 
Eis a bonança, enfim...
Retomo o meu curso
Rumo ao sol poente
Nesta lenta perseguição
A um sonho diferente
A um fim?...

 

 


 

 

"Naufrágio"-Turner

 

 
HORIZONTE 3 (Epílogo... ou talvez não)
 
 
Retomo o meu curso
Rumo ao sol poente
Nesta lenta perseguição
A um sonho diferente
 
Avisto uma gaivota
Esvoaçando no ar quente
É Sinal que a minha rota
Me trouxe à terra que vejo à frente
Enquanto ela se esconde
Sob os raios do sol poente
 
Céu limpo...
 
Tempo seco...
 
Anoitecendo...
 
Adormecendo...
 
Acordo...
À proa, a bombordo e a estibordo
A espuma branca das vagas
Dá-me um aviso sonante
"Afasta-te!!! Volta para trás!!!"
Mas eu não quero saber
Rogo duas ou três pragas
Mantenho-me de pé,
A toda a força avante!
Do meu barco sou capataz
Recuso a marcha-a-ré!
 
Galgo os recifes traiçoeiros
O casco a romper
Dois rombos certeiros
O barco a morrer
 
Repousa lá no fundo, meu barco
Ou o que resta dele
De ti fica um destroço parco
Com o qual salvarei a minha pele
Para que possa retomar o meu curso
Rumo ao sol poente
Nesta lenta perseguição
A um sonho diferente

DR

H.M.

 

 

Visitante

Sinto-me:
Música: "Shipwrecked" (Genesis)
Publicado por Visitante às 08:23
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos