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Talvez a face e o nome não vos digam grande coisa.
Mas vejamos o que se segue:
a) O Cinema "Quarteto":
DR
b) A letra de uma das canções mais populares - e, para mim, das mais belas - do cantor Paco Bandeira:
Minha 5ª Sinfonia
Quando me lembro quem eras,
Desse corpo que foi nosso,
Desse amor que não deu certo.
Era o tempo das quimeras,
Das palavras em silêncio,
Quando mais longe era perto.
Tinhas nos olhos a esperança,
Os desejos de aventura,
As ilusões que eram minhas.
Nos momentos de ternura,
Tinhas nos seios a graça,
Das primaveras que tinhas.
E foste a música que em mim ficou,
Quando a distância nos fez separar,
Ando louco para te encontrar.
Foste a “5ª Sinfonia”,
Fuga da nossa verdade,
Sonata tocada em mi.
Foste o meu sol afinado,
Neste samba de saudade,
Vinicius, Nara e Jobim.
Foste verso de balada,
Foste pintura abstracta,
Meu “Bolero de Ravel”.
Foste música sonhada,
Numa canção de “Sinatra”,
Com um poema de “Brel”
E foste a música que em mim ficou,
Quando a distância nos fez separar,
Ando morto para te encontrar.
Foste estrela de cinema,
Minha “Dama de Xangai”,
“Hiroshima meu amor”.
A minha “Grande ilusão”,
Eras “Fúria de viver”,
“Quanto mais quente melhor”.
“Grande amor da minha vida”,
“Senso, silêncio, paixão”
“Buñuel”, “Fellini”, “Truffaut”.
Foste “Luzes da ribalta”,
“Música no coração”,
“E tudo o vento levou”
E és ainda o que me faz sentir,
Dentro da vida p’ra te cantar,
Ando louco para te encontrar
... Para te encontrar ...
c) ... e a letra de outra canção igualmente bastante conhecida do cantor Paco Bandeira:
TERNURA DOS 40
Quando penso o que passei,
Fronteiras de solidão,
Tinha para dar e não dei,
Olhei para mim e pensei,
Não tenho nada na mão.
Tive o tempo e não senti,
Tive amores e não amei,
Os amigos que perdi,
E as loucuras que vivi,
São tantas que já não sei.
Quem eu era?
Quem sou e quem pareço?
Se alguém hoje me espera,
Com certeza que mereço.
Mereço ainda,
Amor a tua presença,
Para enfrentar a vida
Com a ternura dos Quarenta.
Foram tantas as idades
Da vida que atrás deixei,
Não quero sentir saudades,
Vou em outras amizades,
Amar o que não amei.
Os copos que não bebi,
Os discos que não toquei,
Os poemas que não li,
Os filmes que nunca vi,
As canções que não cantei.
Meus amigos,
Importante é o sorriso,
Para seguir viagem,
Com a coragem, que é preciso.
Não adianta,
Deitar contas à vida,
A ternura dos quarenta
Não tem conta nem medida
Três obras - um cinema e duas letras -... entre muitas coisas mais.
Um nome: PEDRO BANDEIRA FREIRE.
Faleceu hoje.
Até um dia destes, Pedro. Descanse em paz.
Visitante