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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Memórias de um Músico de Baile - Uma História em Casal do Rei (Concelho das Caldas da Raínha)

Luis Leite

 

 

Noite de verão, arraial ao ar livre.

 

A Banda recomeçou a tocar depois de um intervalo.

 

Para chamar as pessoas à dança, começámos a tocar uma versão em “swing” lento de “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink. E o pessoal lá se foi ajuntando para um pezinho de dança.

 

De repente, meia dúzia de homens vindos de diversas direcções a correr convergindo para um ponto fora do nosso alcance visual.

 

Olhámos uns para os outros com um ar resignado, pois sabíamos o que aquilo significava: havia porrada no arraial.

 

E lá continuámos a tocar o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink, para evitar que o resto do pessoal acorresse ao burburinho...

 

Entretanto, e como é usual nestas coisas, a “liga dos combatentes” ia aumentando.

 

E nós a tocar calmamente o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink sem parar...

 

A certa altura o conflito centrou-se num só ponto. Então vimos um indivíduo a exibir um olhar que julgava ser penetrante, ao mesmo tempo que esbracejava uns arremedos de exibição “karateca” para tentar intimidar quatro ou cinco populares que se dirigiam a ele.

 

E nós a tocar placidamente o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink....

 

Os quatro ou cinco populares lá manietaram o pobre “karateca” e puseram-no na ordem.

 

Então o burburinho terminou.

 

E nós pudemos dar o remate final ao “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink....

 

... meia hora depois de termos iniciado o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink....

 

 

Nunca soubemos quem ou o que provocou a desordem. O que eu vos posso dizer é que 30 minutos a tocar ininterruptamente a mesma música – que, caso não se lembrem, era o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink... - renderam um pequeno bonus no nosso “cachet”, como prova de gratidão da Comissão de Festas por termos tentado minimizar, à nossa maneira, a desordem.

 

 

Visitante

 

 

Sinto-me:
Música: “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, Engelbert Humperdi
Publicado por Visitante às 22:22
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Domingo, 5 de Setembro de 2010

Memórias de Um Músico de Baile - Uma História em Foros de Salvaterra (Concelho de Salvaterra de Magos)

 

 

 

Filipe Mendes

 

 

 

Noite de primavera, na colectividade dos Foros de Salvaterra.

 

A Banda estava a realizar uma boa actuação, sem grandes enganos; as pessoas dançavam; e ainda não tinha havido a habitual sessão de pancadaria que caracteriza os arraiais em Portugal.

 

Começámos a tocar uma música de Bob Seger, intitulada "SHAME ON THE MOON".

 

Essa música tem um solo de piano a meio.

 

De repente e a meio desse solo, o vocalista virou-se para trás e, com um gesto, mandou baixar os volumes.

 

Como era habitual esse procedimento para que, por vezes, ele anunciasse alguma coisa ao público, não estranhámos o gesto nem a circunstância.

 

Eis senão quando ele se deslocou para uma das pontas do palco, escondeu-se atrás das colunas do PA, encostou o microfone bem ao centro do seu traseiro...

 

... e PRRRRRRRRRR!!!!!! .... ouviu-se, alto e bom som, um ruído semelhante a um rasgar de pano na aparelhagem...

 

Risota geral... eu falhei o solo do piano por causa do ataque de riso, e todos nós começámos a tocar cada um para seu lado...

 

Lá nos "encontrámos" de novo e conseguimos acabar a canção...

 

Essa foi uma das vezes em que mais me ri na vida, devido ao inesperado da situação.

 

 

Visitante

Sinto-me:
Música: "Ass Like That" (Eminem)
Publicado por Visitante às 16:32
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Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Memórias de um músico de baile - Uma História em Vale de Lobos (Concelho de Sintra)

 

 

António Pires

 

 

 

Noite de inverno, na colectividade de Vale de Lobos.

 

Essa colectividade possui umas instalações razoáveis, ao ponto de ter casas de banho próprias para quem for ali actuar, situadas por baixo do palco.

 

A Banda completou uma série de músicas (num grupo de baile, uma série de músicas pode variar entre 30 minutos e uma hora, dependendo dos locais), e fez um pequeno intervalo.

 

Pois bem, o guitarrista da Banda quis aproveitar esse intervalo para mi... ooops... hmmm... aaaaa... para fazer uma "escala técnica", e dirigiu-se ao WC por baixo do palco.

 

Eis senão quando, ouvimos a voz dele lá em baixo:

 

- "F...$(&#&(#( -se !!! C....&%%%@ lho !!!!  Esta m**********da está toda inundada!!! F...$(&#&(#( -se !!! C...&%%%@ lho !!!!  "

 

... e vimo-lo regressar ao palco com uma cara furiosa, mostrando-nos as pernas das calças e os sapatos de camurça todos encharcados.

 

Não pudemos evitar as gargalhadas perante o ar "de desgraçadinho" que ele exibia. E ele acabou por se rir, também.

 

Tentámos aproveitar o intervalo para que os sapatos e os peúgos dele secassem, pelo que os pusemos junto a um projector vermelho, no chão.

 

Chegada a hora de voltar a tocar, aquilo ainda estava "impróprio para consumo".

 

O guitarrista, com a maior das descontracções, disse:

 

"- Não faz mal, eu toco descalço".

 

Tal seria possível, pois o palco, além de ser bastante elevado (mais ou menos à altura do peito de uma pessoa) em relação ao piso da sala, tinha uma ribalta com alguma dimensão, que ocultaria os pés descalços. Assim, ninguém veria os modos em que ele estava a tocar.

 

E retomámos a actuação.

 

A certa altura, dois "engraçadinhos" encostaram-se ao palco e começaram a gozar-nos com gestos "à maestro". Para azar deles, estavam junto ao guitarrista.

 

Este, por sua vez, não foi de modas... e assentou um pezinho em cima da ribalta, mesmo à frente do nariz dos "gozões"... a cara deles valeu ouro!!!!

 

Mas não ficámos por aí...

 

Duas "flausinas" (daquelas que não se convencem que, aos 60 anos, deveriam ter alguma contenção no uso de certas roupas, estão a perceber?...) andavam a dançar juntas paralelamente á boca do palco. Ambas "faziam olhinhos" ao guitarrista.

 

Este notou, olhou para mim com um ar sádico e sorriu maquiavelicamente... e lá voltou o pé para cima da ribalta...

 

As "flausinas" olharam e, discretamente, deixaram de dançar paralelamente ao palco... fazendo, sempre a dançar uma com a outra, uma estratégica "retirada perpendicular" que as levou para o fundo da sala... enquanto o pessoal da banda se ria a bandeiras despregadas... nem mesmo o vocalista conseguiu conter-se e cantou o resto da canção com a letra misturada com gargalhadas.

 

 

 

Visitante

Sinto-me:
Música: "Under My Feet" (Moody Blues)
Domingo, 29 de Agosto de 2010

Memórias de um músico de baile - Uma História em Calvos (Póvoa da Galega, concelho de Mafra)

 

 

HM

 

 

 

Numa bela noite de inverno, os músicos da Banda chegaram ao local da actuação, em Calvos, junto à Póvoa da Galega, Concelho de Mafra.

 

Verificaram que iriam tocar num daqueles armazéns enormes, com telhado de zinco, onde foi improvisado um palco com estrados de madeira. Belas condições para a "prática da modalidade", portanto, quer em arrumação do material, quer em acústica...

 

Resta acrescentar que esse armazém tinha vários fardos empilhados num dos lados - como, aliás, é lógico acontecer num sítio desses...

 

Por trás do palco improvisado, meia dúzia de populares jogavam chinquilho.

 

(Para quem não sabe, o jogo do chinquilho consiste em lançar uma rodela de ferro maciço de uma base de madeira a outra, a uma distância de cerca de 10 metros, tentando derrubar um pequeno pilão de madeira).

 

Durante a nossa actuação, todas as músicas tinham um acompanhamento "percussionista" variado: era a malha de ferro a bater estrondosamente na base de madeira, acompanhada dos gritos e imprecações dos jogadores, o que destoava sobremaneira nos "slows", em que a música era tocada "doucement"...

 

Mas não ficamos por aqui...

 

E não é que a meio do bailarico, começamos a ver ... pasme-se... GALINHAS a passear em pleno palco?...

 

Lá andavam elas a bicar diligentemente a cablagem espalhada em cima do palco...

 

Escusado será dizer que, a partir desse momento, quem estava cá em baixo a dançar ao som do conjunto (e do jogo de chinquilho) via amiúde um ou outro tufo de penas cacarejante a levantar vôo do palco e aterrar na sala, fugindo de seguida a sete pés.

 

Felizmente, os músicos foram discretos e nunca se viu quem com os pezinhos ... aaaa... "convidava"... as galinhas a sair do palco...

 

 

Visitante

Sinto-me:
Música: "Psycho Chicken"

Memórias de um músico de baile

 

 

Foto PH74

 

 

 

Olá de novo, Visitantes

 

 

Como alguns de vocês sabem, para além deste blog "Visitante", tenho mais dois blogs temáticos: o "Eléctricos", que vou actualizando com alguma frequência, e o "Memórias de um Músico de Baile".

 

Só que este último está "parado" desde Março de 2009.

 

Assim sendo, decidi encerrá-lo. Mas só o farei depois de passar para aqui aquelas histórias, todas elas insólitas, sim, mas que me fizeram divertir imenso.

 

Por isso, não se admirem de, em breve, verem aqui uns relatos de cenas algo caricatas. Era assim a vida de um músico de baile.

 

Duas notas prévias:

 

- Não revelarei os nomes de pessoas nem os conjuntos onde trabalhei durante 25 anos (com alguns interregnos);

 

- Revelarei os locais, mas não as datas

 

... pois, no fim de contas, o que interessa mesmo são as peripécias...

 

 

 

Tenham uma boa noite e uma excelente semana

 

 

Visitante

 

 

 

Sinto-me:
Música: "Festa" (Lara Li)
Publicado por Visitante às 20:37
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