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Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Memórias de um Músico de Baile - Uma História em A-das-Lebres (Concelho de Loures)

DR

 

 

 

 

Tarde de Verão, arraial ao ar livre.

 

A Banda estava em plena actuação, cumprindo um contrato entre as 17:00 e as 24:00, sendo que, a partir das 22:00, alternaria o espectáculo com outra banda que, depois e por sua vez, prosseguiria a sua actuação até às 03:00 da madrugada.

 

Cerca das 19:00,  demos início a mais uma série de músicas, a qual foi destinada a vários instrumentais (valsa, tango, cha-cha-cha, etc).

 

Chegou o momento de tocarmos o "pasodoble".
 

Para quem for leigo/a nestas coisas, esclareço que o "pasodoble" é o tipo de música com que as bandas filarmónicas animam os espectáculos tauromáquicos.

  

Por outro lado, durante as toiradas, é-nos dado assistir aos toques de trompete com que se assinala a entrada dos cavaleiros, dos forcados, dos matadores, dos cabrestos... e, é claro, do TOIRO.

 

Ora bem, retomemos o fio à meada e voltemos ao nosso arraial...

 

Estava eu a dizer que chegou o momento de tocarmos o "pasodoble".

 

O "pasodoble" que nós tocávamos era o "Y Viva España", que começa precisamente com o "tal" toque de trompete "a chamar o toiro"...

 

Pois bem: ao iniciarmos esse "toque-de-trompete-a-chamar-o-toiro"... eis que, em grande estilo, entra pelo arraial adentro a carrinha dos nossos colegas do outro conjunto.

 

Claro está que, pelo nosso lado, a risota foi geral... e as caras de poucos amigos dos nossos colegas, dentro da carrinha deles, valeram ouro!!!!

 

 
Visitante

 

 

Música: "La Luna Y El Toro"
Sinto-me:
Domingo, 26 de Setembro de 2010

Memórias de um Músico de Baile - Uma História na Serra (Concelho de Tomar)

 

 

 

DR

 

 

 

Tarde de Verão, arraial ao ar livre.

 

A banda chegou ao recinto. O material foi retirado da carrinha e transportado para o palco, através de um escadote de madeira que nem grampos tinha para ser preso ao palco.

 

A montagem correu impecavelmente, as ligações também.

 

Iria ser uma noite sem grandes histórias.

 

Ah! E teríamos a presença de uma jovem esperança da música portuguesa, que hoje é já uma certeza, embora os trabalhos dela sejam pouco passados nas nossas rádios.

 

(Num à-parte e a propósito,  permito-me criticar vivamente as opções das nossas Rádios quando escolhem uma qualquer Kylie Minogue a cantar "na na na na na na" em detrimento de cantores portugueses absolutamente capazes "do mesmo"...

 

Pois..., mas assim e a esses a nossa imprensa chama-lhes "Pimbas"...).

 

Iria ser uma noite sem grandes histórias, escrevia eu...

  

Enquanto nos afadigávamos a montar o material, decorria um leilão de fogaças.

 

Esse leilão estava a ser difundido através de altifalantes em forma de "cornetas" - que, normalmente, são colocados em postes altos, de modo a que a aldeia inteira "sofra a bom sofrer" com a sua duvidosa qualidade sonora...

 

Assim, os músicos iam acompanhando a par e passo os valores a que eram arrematadas as fogaças.

  

Uma delas chegou a atingir ... segurem-se bem!... 650.000$00 (actualmente 3.250,00 €).

 

Ora bem, na terra em que uma fogaça foi arrematada por 650 contos, o escadote de madeira que servia para os músicos acederem ao palco estava num estado lastimoso.

 

... a tal ponto que um dos músicos, aquele de um 1,80 de altura e mais de 100 kg de peso (adivinhem quem... ), num dos seus "vaivens-escada-acima-escada-abaixo", quando estava a descer do palco pelo escadote, sentiu como que o chão fugir-lhe debaixo dos pés.

 

Só teve tempo de dar um salto... mas, devido ao suor, os óculos de 38.000$00 que usava nessa época escaparam-se-lhe da cara enquanto ele fazia um pequeno "vôo picado" na direcção do saibro...

 

... e o pior é que os óculos aterraram primeiro do que o "corpo voador"... e serviram de "aeroporto" ao corpulento músico cadente, ficando partidos no sítio chamado "ponte"...

 

Depois de uma sonora e colorida verborreia, o músico lá conseguiu colar a "ponte" dos óculos, e assim assegurar uma boa visão para o espectáculo dessa noite, na Serra (Concelho de Tomar), onde sobejava dinheiro para arrematar uma fogaça mas faltava para um escadote de jeito...

 

 

 

Visitante

 

 

Música: "Upstairs Downstairs"
Sinto-me:
Publicado por Visitante às 20:35
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Memórias de um Músico de Baile - Uma História começada em Lisboa e acabada em Cabrela (concelho de Sintra)

 

 

DR

 

 

 

Mês de Junho, Arraiais Populares de Lisboa, Largo Martim Moniz.

 

Nessa altura, a configuração desta praça não tinha nada a ver com o que é hoje.

 

Aliás, vocês ficariam abismados com as transformações que toda aquela zona sofreu desde os anos 40 até à actualidade. Quem acompanha o meu blog "Eléctricos" já viu várias fotografias da área. Não tem nada a ver, pois não?

 

Mas vamos lá, vira o disco e toca a música...

 

Conforme foi dito mais acima, estávamos no mês de Junho e decorriam os Arraiais Populares de Lisboa.

 

O palco estava montado no lado poente da praça (à direita de quem vem da Rua da Palma e se dirige para a Praça da Figueira), e não tinha qualquer cobertura.

 

Pois bem, estávamos nós todos satisfeitos a tocar e o pessoal todo divertido a dançar as marchinhas populares apropriadas ao evento...

 

... quando São Pedro (provavelmente enciumado de tanto falarmos apenas de Santo António) se decidiu a mandar uma daquelas "cargas d'água" só possíveis em plena época estival, que não fazem grande mossa, mas molham! - e de que maneira!!!

 

Choveu durante uns bons trinta minutos...

 

... e como o palco não tinha qualquer cobertura, o material ficou todo encharcado, o que desde logo nos impediu de continuar a actuação.

 

(Valeu aos organizadores que era já 01:00 da madrugada, pelo que não houve grande prejuízo para eles...)

 

Entretanto, eis "cinco gatos pingados", molhados dos pés à cabeça, a arrumarem as suas coisas e maldizendo as suas vidas no mais sonoro e colorido vernáculo possível.

 

No dia seguinte, a banda chegou a Cabrela (Sintra). E chegou BASTANTE MAIS CEDO...

  

... pois, passado um bocado e para quem quisesse ver, a banda estava a dar uma "matinée" extra...

 

... Com efeito, quem naquela tarde passasse pela colectividade da Cabrela, poderia apreciar o espectáculo de cinco maganos em cima de um palco, de cu para o ar, armados de maciças doses extras de paciência e de... SECADORES DE CABELO  nas mãos, assestados aos  instrumentos todos desaparafusados e com as electrónicas entranhas expostas...

 

Felizmente, o material "sobreviveu" à chuvada e os músicos, apesar do "duche extra" da noite anterior, escaparam às gripes (que não as havia "das aves" na altura).

 

 

Visitante

 

Música: "Rain" (Madonna)
Sinto-me:
Publicado por Visitante às 21:47
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Memórias de Um Músico de Baile - Uma história em Freiria (concelho de Torres Vedras)

 

 

DR

 

Como nota prévia, devo informar que esta terra "já existia" antes de lá ser gravada a "Floribella"... E a prova disso mesmo é a minha presença no local há alguns anos atrás.

 

 

Mas vamos à história:

 

 

Tarde de inverno, na colectividade local.

 

 

A banda chegou e "assentou arraiais" (que é como quem diz, montou o seu material).

 

 

Os carregadores transportavam os caixotes contendo tudo aquilo que era necessário para a actuação (sim, porque não basta só cantar meia-dúzia de "pimba-pimbas", é preciso que estes sejam audíveis... e a audição o menos intragável possível...).

 

Os músicos iam trocando as habituais piadas sobre futebol e não só... .

 

 

Enquanto procedíamos á ligação dos cabos, reparei num moço que estava sentado numa cadeira do salão a olhar para nós.

 

 

É frequente a presença de elementos (principalmente os mais jovens) das direcções das colectividades nos salões durante a fase de montagem do material. Assim e porque já estávamos habituados, não demos grande importância à presença do rapaz.

 

 

E pronto...

 

 

O material estava todo montado, os instrumentos ligados e tudo a funcionar a 100%... só faltava fazermos o "check sound".

 

 

E começámos a tocar a música que usávamos para o efeito: a canção "I GOT MY MIND (SET ON YOU)", na versão de George Harrison.

 

 

Foi com os olhos esbugalhados de espanto (pois nada, mas mesmo nada!, o fazia prever...) que vimos o moço saltar da cadeira e começar a rebolar no chão como se fosse um autêntico CHIMPANZÉ a mostrar satisfação e prazer!!!

 

Afinal, não estávamos na presença de nenhum director; estávamos, isso sim, a olhar para um deficiente mental que se deleitava com o ritmo vigoroso daquela música.

 

 

Em vários anos de bailaricos por vilas e aldeias deste país, nunca tínhamos visto tal coisa...

 

 

Olhámos uns para os outros... e tivemos de conter o riso, dadas as circunstâncias... mas o baterista, atrás dos seus "tachos e panelas", pode rir-se à vontade...

 

 

... O pior é que ele, ao atirar a cabeça para trás a rir-se... tombou do banco abaixo... o que soltou o nosso riso de vez.

 

 

Escusado será dizer que se instalou o caos naquele "check sound"...

 

 

A imagem mais forte que me ficou daquela tarde foi a do moço a rebolar na sala...

 

 

E, vista à distância, essa cena, embora insólita, pouca piada teve.

 

 

 

 

Visitante

Sinto-me:
Música: "I Got My MInd (Set on You)"
Publicado por Visitante às 23:16
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Memórias de um Músico de Baile - Uma História em Casal do Rei (Concelho das Caldas da Raínha)

Luis Leite

 

 

Noite de verão, arraial ao ar livre.

 

A Banda recomeçou a tocar depois de um intervalo.

 

Para chamar as pessoas à dança, começámos a tocar uma versão em “swing” lento de “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink. E o pessoal lá se foi ajuntando para um pezinho de dança.

 

De repente, meia dúzia de homens vindos de diversas direcções a correr convergindo para um ponto fora do nosso alcance visual.

 

Olhámos uns para os outros com um ar resignado, pois sabíamos o que aquilo significava: havia porrada no arraial.

 

E lá continuámos a tocar o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink, para evitar que o resto do pessoal acorresse ao burburinho...

 

Entretanto, e como é usual nestas coisas, a “liga dos combatentes” ia aumentando.

 

E nós a tocar calmamente o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink sem parar...

 

A certa altura o conflito centrou-se num só ponto. Então vimos um indivíduo a exibir um olhar que julgava ser penetrante, ao mesmo tempo que esbracejava uns arremedos de exibição “karateca” para tentar intimidar quatro ou cinco populares que se dirigiam a ele.

 

E nós a tocar placidamente o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink....

 

Os quatro ou cinco populares lá manietaram o pobre “karateca” e puseram-no na ordem.

 

Então o burburinho terminou.

 

E nós pudemos dar o remate final ao “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink....

 

... meia hora depois de termos iniciado o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink....

 

 

Nunca soubemos quem ou o que provocou a desordem. O que eu vos posso dizer é que 30 minutos a tocar ininterruptamente a mesma música – que, caso não se lembrem, era o “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, de Engelbert Humperdink... - renderam um pequeno bonus no nosso “cachet”, como prova de gratidão da Comissão de Festas por termos tentado minimizar, à nossa maneira, a desordem.

 

 

Visitante

 

 

Sinto-me:
Música: “QUANDO QUANDO QUANDO (TELL ME WHEN)”, Engelbert Humperdi
Publicado por Visitante às 22:22
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